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O 25 de abril

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Penso que ainda não tinha escrito nada aqui sobre esta importante data. Este ano faz 50 anos desde a revolução dos cravos! Chamam-lhe erradamente a revolução sem sangue, pois houve quem morresse nessa transição, obviamente. Eu tinha 17 anos quando me tornei “retornada” (com irmãos "refugiados" pois nasceram em Angola) depois de ter vivido na colónia dos 4 aos 17 anos. Ainda me lembro (com esta idade) como foi um choque chegar à minha terra natal, que nada tinha a ver com o paraíso tropical a que estava acostumada. Lembro também muito vagamente (como se fosse em outra vida), com uns 4 anos, eu a embarcar com a minha mãe num grande navio rumo ao desconhecido. Felizmente, uma infância e adolescência de super proteção não deixaram mazelas de maior. Deixam outras, mas não essas de aventura forçada, dos pais a irem em busca de uma vida melhor além-mar, que depois nem melhorou grande coisa. A mãe nunca gostou de lá viver, nunca curtiu nada, apenas trabalhava imenso (dia e noite) pa...

Love is All we need...

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Nas minhas curtas caminhadas costumo pensar demais, e chego a conclusões interessantes. Talvez eu ande enganada que este mundo está doente, sempre esteve! Antigamente havia coisas boas, que fazem falta a muita boa gente, hoje há outras igualmente boas, porém sendo diferentes. No passado, a vida foi muito dura para muitas famílias, na ditadura, hoje em tempos de liberdade não falta nada à maioria das pessoas, ainda que se queixem por tudo e por nada, isso também fruto dessa liberdade; o que dá pena é que a demência pode estar a aumentar, em qualquer idade, sem as pessoas se darem conta. E os outros que as rodeiam, os que ainda se sentem “normais” ou em perfeito juízo não sabem como atuar. Assusta um bocado, no meu ponto de vista. Seja o que Deus quiser, então! Apesar de o mundo estar mais aliciante em muitos aspetos, tenho reparado que há pessoas que pensam assim, como eu: “não sei se as pessoas se tornaram desinteressantes, ou se fui eu que me tornei desinteressada pelas mesmas histó...

Domingo de Páscoa

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Os chocolates, as amêndoas, o coelhinho lindo e fofo, tudo é delicioso, mas o real motivo da Páscoa é o renascimento de Cristo, simbolizando o eterno ciclo da vida: o fim que gera um recomeço, através dos filhos, da reencarnação (para quem acredita) ou simplesmente através de uma nova fase nas nossas vidas. Portanto, antes de mais nada, é uma mensagem de otimismo. Que este período complicado pelo qual passa o nosso planeta sirva para purgar os males que afligem a Humanidade e que surja uma nova era baseada na compreensão, no respeito e na honestidade. Só depende de nós mesmos, e todos somos UM. Ela anda pelo supermercado, toma um saboroso café, e vai registando no telemóvel todos os pensamentos, que mais tarde poderão ser um texto do blogue. Fica também a ver a azáfama de quem faz as últimas compras para o almoço. A seguir, caminha pelas ruas tranquilas da povoação na grande cidade. Foi visitar a família que, na realidade, se resume à mãe nos seus sofridos 84 anos e um irmão que a vi...

Olá Primavera

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“Quando vier a Primavera, Se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira e as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. A realidade não precisa de mim.” (Alberto Caeiro) Verdade, a realidade não precisa de nós nem a gente precisa de ninguém, se pensarmos bem sobre o assunto. No meu caso, olho em redor e vejo tanta estupidez, com certos atos e dizeres, que até ponho em causa a minha sanidade mental, se eu também estarei assim e alguém tem que me aguentar... Parece que anda tudo a comer gelados com a testa (gosto da expressão) LOL Estamos a 10 dias da Páscoa, mais votos de “Luz Paz Amor Harmonia” entre todos… e onde andará tudo isso? Falo por mim, está cada vez mais difícil acreditar em algo ou alguém… “Não confie em ninguém nesta vida. Porque até mesmo a tua própria sombra te abandona na escuridão” (suposta autoria de Bob Marley)… E, entretanto, pouco a pouco temos a Inteligência Artificial a substituir o Ser Humano (que tem deixado de o ser, muitas vez...

aMAR

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Tem feito algum frio (ou muito, para mim) e não está convidativo para ir passear junto ao mar, a não ser que o SOL brilhe e o vento não perturbe. Ainda me lembro de algum ano em que eu já estava a nadar no mar, uma vez até foi em Espinho, no norte carago! Vivo um dilema, também: faz-me falta um carro, mas também quero viver sem ele. A vida é assim muitas vezes, queremos e não queremos. Confesso que não curto conduzir, prefiro ser conduzida. Estou com saudades de apreciar um belo por de sol sentada algures numa rocha ou simplesmente na areia a olhar a imensidão do MAR, e fantasiar… imaginar histórias que me façam sonhar, pensar em algo ou alguém inspirador, extraordinário e empoderador. De gente e coisas banais está o mundo cheio. E, mais tarde, o importante é adormecer com a mente povoada de belos cenários e de bons sentimentos. Acho que já o disse aqui: vivemos num mundo ao contrário, em que as pessoas boas ou saudáveis precisam de ir fazer algum tipo de terapia, para aprenderem a su...

Um sábado de chuva

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Consegui caminhar até à praia, para sair um pouco de casa e, sortuda, não apanhei chuva. Só choveu logo a seguir, depois que entrei no restaurante, ao qual decidi ir comer maranhos, pela primeira vez, porque tinha ouvido falar muito bem desta iguaria, e eu gosto de experimentar coisas novas. Fizesse chuva ou sol este sábado, decidi reservar a refeição, porque tinha que ser por encomenda. O proprietário, natural de Castelo Branco, traz de lá os ingredientes necessários para a sua confeção. Para quem não conhece, o maranho (da Sertã) é uma especialidade da cozinha tradicional portuguesa, difundido pela região da Beira Baixa. Trata-se de um enchido fresco, confecionado com recurso ao bucho da cabra ou da ovelha, que é recheado com carne de caprino ou ovino, alguns produtos do fumeiro, arroz e uma quantidade apreciável de ervas aromáticas, sobretudo hortelã. Eu apreciei bastante, comi tudo. E o atendimento é cordial neste pequeno restaurante, que faz parte do Tripadvisor. Não é barato, ...

Março

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E mais um mês se foi. A Vida passa tão rápido, e é tão rara, vamos então viver o melhor que pudermos. Agora, a idade de reforma é aos 66 anos e 7 meses. A expectativa de vida é 78/80 anos. Com saúde, mental e física, assim esperamos ou desejamos. Trabalhar uns 50 anos para talvez desfrutar 11? Melhor mesmo começar a aproveitar a vida HOJE. Não há nenhuma garantia de ainda estarmos aqui amanhã. Nascemos sem pedir, teremos a sorte (ou falta dela) quanto à família “escolhida por nós” (dizem) para viver nesta dimensão… Se eventualmente algo correr mal, mais tarde lá teremos nós que nos reinventar e encontrar a nossa essência, se queremos desfrutar de um pouco da tal felicidade, ou seja, a paz de espírito tão necessária para continuar...Nem toda a gente tem a maturidade emocional ou espiritual para reconhecer isto, que a mudança é sempre possível, para melhor normalmente, e por isso tanta gente por aí a sofrer à toa... Gente que apenas existe, mas não vive. Depois morremos, sem querer, ou...