aMAR
Tem feito algum frio (ou muito, para mim) e não está convidativo para ir passear junto ao mar, a não ser que o SOL brilhe e o vento não perturbe. Ainda me lembro de algum ano em que eu já estava a nadar no mar, uma vez até foi em Espinho, no norte carago! Vivo um dilema, também: faz-me falta um carro, mas também quero viver sem ele. A vida é assim muitas vezes, queremos e não queremos. Confesso que não curto conduzir, prefiro ser conduzida. Estou com saudades de apreciar um belo por de sol sentada algures numa rocha ou simplesmente na areia a olhar a imensidão do MAR, e fantasiar… imaginar histórias que me façam sonhar, pensar em algo ou alguém inspirador, extraordinário e empoderador. De gente e coisas banais está o mundo cheio. E, mais tarde, o importante é adormecer com a mente povoada de belos cenários e de bons sentimentos.
Acho que já o disse aqui: vivemos num mundo ao contrário, em que as pessoas boas ou saudáveis precisam de ir fazer algum tipo de terapia, para aprenderem a suportar as coisas que as pessoas más (ou doentes) fazem… A minha terapia tem sido assim: o MAR e a ESCRITA, quase uma espécie de diário - uma maneira fácil, privada, esclarecedora e curativa de processar emoções, de trazer clareza sobre as minhas intenções ou de trazer perspetivas novas e positivas à minha vida. Depois, o resto virá por acréscimo, e será bom. E se é bom é para aproveitar; se for mau, aprende-se a lição.
Em contagem regressiva - 1 ano e 3 meses - para começar a viver uma nova fase com mais liberdade, de horários e afazeres, e ainda poder optar por atividades interessantes com pessoas da minha tribo. Começo já a anotar na lista: viajar e visitar amigas, ver se sei cantar (gospel), “ecstatic dance” (adorei esta novidade, para mim) … Com esta idade, no outono da Vida (diz-se) descubro a minha missão: cuidar bem de mim, e eu, sendo feliz, poderei igualmente fazer ‘muita’ ou alguma gente feliz, assim espero… por que não … se assim alguém quiser, basta estar na mesma Vibe.
No momento de outono é interessante dar fim a algo que já não dê sentido à nossa vida, sejam objetos, emoções, padrões, sociedades, pessoas, ou seja, tudo o que devemos deixar morrer. E importante: fazer preces de gratidão por tudo o que nos foi dado. Nasci pra isto: aMAR-me, sentir-me feliz, estar dona de mim e da minha vida. E VIVA EU.

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