Love is All we need...

Nas minhas curtas caminhadas costumo pensar demais, e chego a conclusões interessantes. Talvez eu ande enganada que este mundo está doente, sempre esteve! Antigamente havia coisas boas, que fazem falta a muita boa gente, hoje há outras igualmente boas, porém sendo diferentes. No passado, a vida foi muito dura para muitas famílias, na ditadura, hoje em tempos de liberdade não falta nada à maioria das pessoas, ainda que se queixem por tudo e por nada, isso também fruto dessa liberdade; o que dá pena é que a demência pode estar a aumentar, em qualquer idade, sem as pessoas se darem conta. E os outros que as rodeiam, os que ainda se sentem “normais” ou em perfeito juízo não sabem como atuar. Assusta um bocado, no meu ponto de vista. Seja o que Deus quiser, então! Apesar de o mundo estar mais aliciante em muitos aspetos, tenho reparado que há pessoas que pensam assim, como eu: “não sei se as pessoas se tornaram desinteressantes, ou se fui eu que me tornei desinteressada pelas mesmas histórias de sempre…” Verdade, há cenas tão doidas, pessoas com histórias tão tristes, tanta solidão disfarçada, que eu penso: tenho a sorte de saber e poder escrever, e vou desabafando para o papel ou para o telemóvel, meu companheiro inseparável :-) Muitas vezes, escrevo só para mim mesma, porque um dia eu quero reler e ver que afinal tudo continua na mesma, dificilmente vê-se alguém a evoluir, e é frustrante. Feliz de quem aprecia estar sozinho, e eu continuo no caminho onde ainda poderei encontrar alguém que valha a pena, com quem eu possa ganhar tempo, não perder… Não posso queixar-me. Aliás, ao longo do percurso vamos encontrando diversos testemunhos de pessoas cansadas deste mundo, até as VIP se queixam. Por exemplo, li que o charmoso ator Alain Delon, ainda vivo com os seus 88 anos, em março de 2022 anunciou publicamente a intenção de submeter-se a um procedimento de suicídio assistido, o que é legalmente permitido na Suíça, país onde vive "Vou deixar este mundo sem me sentir triste. A vida já não me atrai. Eu vi e experimentei tudo. Odeio a era atual, estou farto dela! Vejo pessoas realmente detestáveis o tempo todo. Tudo é falso, tudo é substituído. Todos riem uns dos outros sem olhar para si mesmo! Nem respeito pela palavra dada. Só o dinheiro é importante. Ouvimos falar de crimes o dia todo. Eu sei que vou deixar este mundo sem me sentir triste por isso!” Uma sensação coletiva, afinal. Por isso, feliz de quem consegue manter o otimismo e seguir em frente. Com muito (a)mar e música, se possível. E sem atropelar ninguém. Carpe Diem (o verão a chegar, viva!)

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