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Essência

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“O que eu tenho feito daquilo que me fizeram?” Estava eu (atenta) a atravessar a rua sem tráfego naquele momento, mesmo com o sinal vermelho e, de repente, aparece a descer por ali abaixo um “energúmeno” qualquer na sua trotinete e exclama “sai da frente, burra!”… fiquei possessa e gritei de volta, ouvisse ou não “ó burro, espero que esborraches o focinho logo ali na curva”… é assim, levo a vida tranquila, paz e amor sempre, mas ai de quem mexe comigo ou, pior ainda, com insultos gratuitos. A maioria de nós anda assim, afinal, neste mundo louco; qualquer coisinha já nos faz ferver. A paciência vai escasseando. Mas depois rio de mim própria. Eu a dar importância a caca! E quando vamos a conduzir e alguém fica a buzinar à toa, com a pressa (mais gente burra), eu apenas digo “passa lá, morre tu primeiro!”… aprendi isso com alguém no passado. Apesar de me incomodar facilmente, leva o seu tempo, mas estou a aprender que não vale a pena, com gente básica. Vivemos num mundo upside down (de ...

NOM ou...

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Quando se caminha tranquilamente pela rua dá para notar melhor o mundo em que se vive. E às vezes fico intrigada, com mil pensamentos. Pessoas (mais os jovens) a atravessar a rua e a olhar para o telemóvel; pessoas que se atropelam porque ninguém vê ninguém, do tipo “eu primeiro”… polícias de plantão na artéria principal da cidade, aos pares, ambos a olhar para o telemóvel…o marketing agressivo que nos invade a todo o instante, para que andemos sempre a comprar; até eu às vezes dou comigo a adquirir o que não necessito e fico chateada comigo mesma…etc…. Toda esta modernidade consegue inspirar-nos uma insegurança nunca antes sentida e… salve-se quem puder! No meio disto tudo ter saúde mental é um luxo. Mais do que nunca, há que saber discernir, para poder levar uma vida equilibrada. Não se tem ideia de como tanta gente anda à toa, tantas teorias sem se saber por onde ir, especialmente as pessoas idosas, que vão perdendo qualquer interesse por este “mundo novo”, nada admirável. Fará ist...

Amorizade

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Já foi o tempo que eu gostava de estar ou andar apaixonada; tudo muda com o tempo, a idade. Agora fico feliz por ter ou poder encontrar boas amizades que conseguem preencher a minha vida com alguma alegria e bem-estar. Às vezes nos dececionamos, mas ninguém é perfeito, e eu sou "edição limitada" LOL “Apaixona-te por Ti. Pela Vida. Depois, por quem Tu quiseres.” Assim mesmo! Sinto que atingi o meu momento, a minha plenitude, na condição de Mulher, Ser Humano. Sou feliz com pouco, e quero muito partilhar isso com quem me rodeia e me entende. Porém, às vezes as energias não combinam, e há que respeitar. Cada um que siga o seu próprio percurso de vida. O maior erro que cometemos é querer construir “a nossa casa” em outras pessoas. Construímos essa casa e decoramo-la com o amor, o carinho e o respeito que nos faz sentir seguros no final de cada dia. Investimos em outras pessoas e depois avaliamos a nossa autoestima com base no modo como essa casa nos acolhe. Mas o que muitos não...

Dia 6 Dia de Reis

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Antigamente, a troca de presentes acontecia no Dia de Reis (quando de facto os reis magos presentearam o Menino Jesus) e não na noite de Natal. Estando as datas muito próximas, os hábitos foram-se alterando. No entanto, há quem continue a fazê-lo dessa maneira, principalmente nos países hispânicos como Espanha. Aqui, sobretudo nas pequenas vilas e como manda a tradição, as pessoas vão para as ruas cantar as “janeiras”, de porta em porta e, como forma de agradecimento, os moradores das casas oferecem aos cantores, alguns doces, ou outras iguarias. Em Dia de Reis muitas pessoas aproveitam para desmontar a árvore de Natal, marcando o fim da época. Há a tradição do bolo-rei, que traz dentro dele uma fava. Quem ficar com a fava, terá de oferecer o bolo no ano seguinte. As tradições vão ficando pelo caminho, pouca gente as mantém agora. É que também surgiram novas leis: em 1999, a lei portuguesa ditou que não era mais permitido colocar brindes no Bolo-rei, já que isso poderia constituir um ...

Tão sós

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Tenho a nítida sensação que iniciei este novo ano de um modo estupidamente relaxado. Isto é, comparando com tudo o que vejo ao meu redor. Sinto que estou realmente comprometida com o facto de ser quem eu sou, ou em quem me tornei, permanecendo com a minha essência, e que nada mais poderá facilmente afetar-me. O mundo está deveras estranho, e esta opinião não é só minha. Os da minha tribo pensam o mesmo. Estou preocupada com a saúde mental de muita gente que parece “normal” e anda por aí, até na própria família às vezes, enganando os mais incautos. Mas aprendo a observar apenas, e deixar ir. Seja o que Deus quiser, cada um é o que é. Pena é não saber se valerá a pena “bater no ceguinho”, ou seja, querer ajudar quem não pede ajuda, ou quem não nos dará o devido valor. Ao mesmo tempo, a preocupação é que as doenças mentais são silenciosas, nem o próprio doente deve ter noção do que se passa. Quando lemos ou ouvimos sobre pessoas falecidas, muitas por morte natural ou algum tipo de doen...

Feliz 2024

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Saindo de 2023... Pode-se dizer que 2023 foi um ano péssimo para o mundo, porque todos somos afetados pelas alterações climáticas; pela crescente poluição e consequente aumento de gases com efeito de estufa; há a probabilidade de haver seca extrema no sul, em breve; as guerras sem fim, com tantas mortes a troco de NADA. Sim, nada, que é o que TODOS nós levaremos daqui, até os “donos disto tudo”… A nível particular, não posso queixar-me do meu 2023. Considero-me uma privilegiada, apesar de todos os problemas que existem a nível mundial, e não só, além de ter perdido um familiar querido, assim de repente. Pude tratar do meu doce lar que ficou arranjado, mais confortável para mim, e livre de energias estranhas. Consegui libertar-me de coisas e pessoas que em nada contribuem para o meu crescimento. Porque continuo sendo um ser humano em construção, preciso de boas energias e de tudo o que contribua para ser especial e fazer a diferença neste mundo. A minha tribo. Em fase de autoconhecimen...

Mais um Natal passado

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Apesar de cada pessoa viver esta época do ano à sua maneira, a época natalícia reveste-se sempre de uma magia e encanto especiais. O Natal remete-nos para a família, a alegria contagiante das crianças, a árvore de natal, os presentes. É por excelência uma altura do ano em que valores como a partilha, solidariedade, empatia, estão mais presentes. Adultos que voltam a ser crianças na excitação de partilhar alegria e de ver a família reunida e feliz num ambiente de cor, calor e gargalhadas, e ainda a partilha de presentes. E mais um que se passou, bem ou mal. Com amigos chegados, a comer e a beber, a provar diferentes iguarias. Não havendo crianças e a candura que as caracteriza, quando se está bem consigo próprio(a), ou com paz no coração, até sozinha no seu lar aconchegante uma pessoa passa bem. Já o fez, e faria outra vez, se assim fosse melhor para ela. Dependendo das famílias, há quem se contente com um Natal “bom e com saúde, que é o mais importante”, mesmo sem haver jantarada, com...