Essência

“O que eu tenho feito daquilo que me fizeram?” Estava eu (atenta) a atravessar a rua sem tráfego naquele momento, mesmo com o sinal vermelho e, de repente, aparece a descer por ali abaixo um “energúmeno” qualquer na sua trotinete e exclama “sai da frente, burra!”… fiquei possessa e gritei de volta, ouvisse ou não “ó burro, espero que esborraches o focinho logo ali na curva”… é assim, levo a vida tranquila, paz e amor sempre, mas ai de quem mexe comigo ou, pior ainda, com insultos gratuitos. A maioria de nós anda assim, afinal, neste mundo louco; qualquer coisinha já nos faz ferver. A paciência vai escasseando. Mas depois rio de mim própria. Eu a dar importância a caca! E quando vamos a conduzir e alguém fica a buzinar à toa, com a pressa (mais gente burra), eu apenas digo “passa lá, morre tu primeiro!”… aprendi isso com alguém no passado. Apesar de me incomodar facilmente, leva o seu tempo, mas estou a aprender que não vale a pena, com gente básica. Vivemos num mundo upside down (de pernas para o ar, ou em desordem), em que as pessoas boas ou saudáveis precisam de ir ao psicólogo para aprender a suportar as coisas que as pessoas más (ou doentes) fazem… É muito importante, cada vez mais, saber controlar a mente, os pensamentos. São estes que nos podem matar, ou curar. Temos que saber escolher o que é melhor para nós, para a nossa sobrevivência. E eu tenho sido uma boa aluna, felizmente. Admito que sou um bocado alienada, em muitas situações, mas sou pessoa apenas do Bem, da Paz. Apesar de gostar de palhaçada e nem sempre levar levar a vida a sério, se calhar (ou finalmente) começo a entrar no período da maturidade LOL... Alguns sinais: as conversas banais já não me empolgam. Perdoo mais. Respeito as diferenças. Aceito as dores do coração. Não forço o amor. A minha mente está mais aberta para experiências diferentes. Não julgo facilmente. Prefiro ficar em silêncio. Algumas vezes, na sexta à noite, é melhor ir dormir do que ir a uma festa, que imagino desinteressante. A minha felicidade não depende dos outros, mas do que sinto dentro de mim. Mais exigente agora, a minha alma tem sede de paz de espírito, de pessoas verdadeiras, de conexões profundas, de contactos que vão além do físico… a minha ALMA quer mais do que aparência, ela anseia por ESSÊNCIA…
My Home, My Soul

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