NOM ou...
Quando se caminha tranquilamente pela rua dá para notar melhor o mundo em que se vive. E às vezes fico intrigada, com mil pensamentos. Pessoas (mais os jovens) a atravessar a rua e a olhar para o telemóvel; pessoas que se atropelam porque ninguém vê ninguém, do tipo “eu primeiro”… polícias de plantão na artéria principal da cidade, aos pares, ambos a olhar para o telemóvel…o marketing agressivo que nos invade a todo o instante, para que andemos sempre a comprar; até eu às vezes dou comigo a adquirir o que não necessito e fico chateada comigo mesma…etc….
Toda esta modernidade consegue inspirar-nos uma insegurança nunca antes sentida e… salve-se quem puder! No meio disto tudo ter saúde mental é um luxo. Mais do que nunca, há que saber discernir, para poder levar uma vida equilibrada. Não se tem ideia de como tanta gente anda à toa, tantas teorias sem se saber por onde ir, especialmente as pessoas idosas, que vão perdendo qualquer interesse por este “mundo novo”, nada admirável.
Fará isto parte da NWO (nova ordem mundial) da qual já ouvi falar, ou simplesmente é o mundo a mudar “naturalmente”?
Precisamente hoje de manhã pensava nestas teorias. Ainda não larguei o Facebokas porque, às vezes” (felizmente) encontro cenas interessantes, para rir, ou para dar que pensar. Cabecinha pensadora, eu. E hoje mesmo, não é que alguém das minhas amizades comentava sobre este tema e, como eu gosto de falar com gente sábia, interessante, aproveitei para interagir.
Encontrei este texto:
"Vamos pensar um pouco na vida em 2030-2040:
Eu já vos tenho sensibilizado, que sensíveis sois, para o avanço da tecnologia na nossa vida moderna, futurista.
Já vos disse um dia, não esquecereis, que o que vem por aí torna o Homem não o centro de tudo, que pena, eu já estava habituado ao Homem ser o Criador e o Outro a criatura, porém estamos no advento de algo que se vai entranhando a cada dia, IoT (Internet of Things), AI (Artificial Intelligence) e ML (Machine Learning).
Todos os sistemas, terrestres e espaciais (chamou, chamou?) conspiram para tornar a coisa mais mistérios, que saudades da sedução básica, praia, mar azul, morena torrada y una cuba libre (pensaram em quê? Em algo melhor? - Olha o Face!….)
Electronic Tattoo - olhei para a foto e preferi "Tattoo you" dos Rolling Stones, sei lá porquê…
Human Interface
Autonomous Systems / Artificial Intelligence
Device interaction
Visual, implants etc.
“Resistance is Futile”
SWaP-C: Size, Weight, Power and Cost
Preparadíssimos ou what?..."
Outro alguém se assustava com o que lia, e ele continuou:
“Não é para assustar, os nossos netos estarão preparadíssimos para a nova vida digital, desmaterializada. Eu já experimentei a realidade aumentada, diferente da realidade virtual (os Pokémon) mas virão novos equipamentos, novos tipos de comunicação (háptica), novos empregos (os mais licenciados terão os empregos mais em risco do que os braçais ou de qualificação básica), uma desmaterialização dos processos e dos meios, e provavelmente um maior controlo e uma menor liberdade dos cidadãos. É um trade-off a que não escaparemos. Lembram-se de Blade Runner? - pareceu ficção do mais exagerado possível né… é preciso pensar, é preciso debater, é preciso estar atento, é preciso evitar a cultura do cancelamento, é preciso escapar à sedução de pensar a política como se fosse religião e como se versa nos argonautas, viver não é preciso...”
A tecnologia, sempre em constante progresso, assusta, e nos perguntamos onde tudo vai parar. Ao mesmo tempo, sabemos que não será assim tipo switch ON, vai-se estranhando e quando deres por ela já está entranhada como sucede, por exemplo, com os fármacos homeopáticos… e depois tudo se torna espantoso, incrível. Um bom exemplo, os diabéticos: há quem use um sensor no braço, para registar no IPhone a respetiva glicemia em tempo real. Quando a pessoa come algo que não devia, 20 minutos depois vê um disparo de açúcar no sangue. E assim pode ir eliminando uma série de coisas que nem imaginava serem prejudiciais para a diabetes!
Assim fantástico, novas tecnologias e novos devices a ajudar, outro exemplo: os chips subcutâneos anticoncecionais e reguladores dos ciclos menstruais, etc. etc. Sempre a chegar uma miríade de serviços e aplicações que, em 30 anos, farão a vida totalmente diferente da atual. (por isso falava ele na "cuba libre" como contraponto da perda de liberdade que o ganho tecnológico traz)... Viva a tecnologia! (só não se pode abusar dela, em certos casos; como tudo na vida, tudo o que é exagero pode acabar mal, então há que almejar o equilíbrio) …
Aproveitei para intervir. Perguntei se esta seria a chamada NWO (ou NOM em português), e onde ficava a parte espiritual que é essencial para muita gente. Ficaremos em grupinhos à parte? Ele argumentou:
“Caetano Veloso questionava-nos sobre a NOM nos anos 80 no disco Circuladô. Esse questionamento político-ideológico vem se entranhando de forma difusa, e foi acelerado com a globalização com efeitos que ainda estão a ser analisados e sobre a dimensão dos impactos na pasteurização cultural, política e económica. A tecnologia sempre esteve do lado dos vencedores, das elites e com benesses à classe média. Não há diferenças estruturais e sim de conteúdo numa 1ª fase. O impacto agora dá uma perceção mais ansiosa e até angustiante sobre qual o papel do Homem no sistema. Politicamente é que a coisa angustia mais porque está a crescer uma maneira de tornar a ideologia política como assunto de fé. É uma maneira eficaz de manipulação de grupos. Ou seja, mais uma vez a tecnologia dá para os dois lados, o bem e o mal. E como dizia uma música censurada pela ditadura, o mal nunca entra pela boca, o mal é o que sai da boca do homem (Pepeu Gomes e Baby Consuelo).”
“Menos ou mais do que hoje com os idosos e outros info-excluídos na sua relação com o Estado, com o sistema financeiro,... ? Lembram-se, a resistência de grande parte do povo para trocar a caderneta bancária pelo plastic card? É a mesma que muitos da nossa geração têm com o device que liga/desliga equipamentos, executa tarefas, abre acessos aos jornais e sites profissionais na cloud. Daqui a uns 15 anos estaremos mais preparados. Todos? Claro que não. Hoje, a garotada de 10 anos instala/desinstala app's e entende mais rapidamente como gerir os conteúdos do que muitos adultos. Sempre foi assim em todos os ciclos disruptivos que a sociedade enfrentou, da lavoura à era industrial, da revolução dos semicondutores, o computador portátil, a internet e as redes sociais... Estas provavelmente responsáveis por alterações comportamentais de grupo e individuais mais profundas que se verificaram até hoje. A tecnologia torna visível/palpável o conceito de Deus Ex Machina.” (...)
(gostei deste bocadinho no FB, hoje)


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