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Dia 6 Dia de Reis

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Antigamente, a troca de presentes acontecia no Dia de Reis (quando de facto os reis magos presentearam o Menino Jesus) e não na noite de Natal. Estando as datas muito próximas, os hábitos foram-se alterando. No entanto, há quem continue a fazê-lo dessa maneira, principalmente nos países hispânicos como Espanha. Aqui, sobretudo nas pequenas vilas e como manda a tradição, as pessoas vão para as ruas cantar as “janeiras”, de porta em porta e, como forma de agradecimento, os moradores das casas oferecem aos cantores, alguns doces, ou outras iguarias. Em Dia de Reis muitas pessoas aproveitam para desmontar a árvore de Natal, marcando o fim da época. Há a tradição do bolo-rei, que traz dentro dele uma fava. Quem ficar com a fava, terá de oferecer o bolo no ano seguinte. As tradições vão ficando pelo caminho, pouca gente as mantém agora. É que também surgiram novas leis: em 1999, a lei portuguesa ditou que não era mais permitido colocar brindes no Bolo-rei, já que isso poderia constituir um ...

Tão sós

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Tenho a nítida sensação que iniciei este novo ano de um modo estupidamente relaxado. Isto é, comparando com tudo o que vejo ao meu redor. Sinto que estou realmente comprometida com o facto de ser quem eu sou, ou em quem me tornei, permanecendo com a minha essência, e que nada mais poderá facilmente afetar-me. O mundo está deveras estranho, e esta opinião não é só minha. Os da minha tribo pensam o mesmo. Estou preocupada com a saúde mental de muita gente que parece “normal” e anda por aí, até na própria família às vezes, enganando os mais incautos. Mas aprendo a observar apenas, e deixar ir. Seja o que Deus quiser, cada um é o que é. Pena é não saber se valerá a pena “bater no ceguinho”, ou seja, querer ajudar quem não pede ajuda, ou quem não nos dará o devido valor. Ao mesmo tempo, a preocupação é que as doenças mentais são silenciosas, nem o próprio doente deve ter noção do que se passa. Quando lemos ou ouvimos sobre pessoas falecidas, muitas por morte natural ou algum tipo de doen...

Feliz 2024

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Saindo de 2023... Pode-se dizer que 2023 foi um ano péssimo para o mundo, porque todos somos afetados pelas alterações climáticas; pela crescente poluição e consequente aumento de gases com efeito de estufa; há a probabilidade de haver seca extrema no sul, em breve; as guerras sem fim, com tantas mortes a troco de NADA. Sim, nada, que é o que TODOS nós levaremos daqui, até os “donos disto tudo”… A nível particular, não posso queixar-me do meu 2023. Considero-me uma privilegiada, apesar de todos os problemas que existem a nível mundial, e não só, além de ter perdido um familiar querido, assim de repente. Pude tratar do meu doce lar que ficou arranjado, mais confortável para mim, e livre de energias estranhas. Consegui libertar-me de coisas e pessoas que em nada contribuem para o meu crescimento. Porque continuo sendo um ser humano em construção, preciso de boas energias e de tudo o que contribua para ser especial e fazer a diferença neste mundo. A minha tribo. Em fase de autoconhecimen...

Mais um Natal passado

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Apesar de cada pessoa viver esta época do ano à sua maneira, a época natalícia reveste-se sempre de uma magia e encanto especiais. O Natal remete-nos para a família, a alegria contagiante das crianças, a árvore de natal, os presentes. É por excelência uma altura do ano em que valores como a partilha, solidariedade, empatia, estão mais presentes. Adultos que voltam a ser crianças na excitação de partilhar alegria e de ver a família reunida e feliz num ambiente de cor, calor e gargalhadas, e ainda a partilha de presentes. E mais um que se passou, bem ou mal. Com amigos chegados, a comer e a beber, a provar diferentes iguarias. Não havendo crianças e a candura que as caracteriza, quando se está bem consigo próprio(a), ou com paz no coração, até sozinha no seu lar aconchegante uma pessoa passa bem. Já o fez, e faria outra vez, se assim fosse melhor para ela. Dependendo das famílias, há quem se contente com um Natal “bom e com saúde, que é o mais importante”, mesmo sem haver jantarada, com...

Antevéspera de Natal

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De manhã, um passeio pela beira-mar, um sol quentinho de primavera, sem vento e sem documento, pouca gente...com quatro dias livres pela frente, para muitos como eu, talvez o pessoal ainda esteja a acordar, a preparar a casa e as comezainas para a noite de Natal com os familiares ou, quem sabe, no stress das últimas compras, para quem gosta de deixar para a última...Tão bom tempo que até apetece tirar a roupa, a que tenho desde a noite anterior (porque sempre esfria um bocado), e dar um mergulho. Fui verificar na APP "beachcam" a temperatura da água do mar e mostrava 17º, nada mau, seria capaz dessa façanha, se não fosse depois ficar desconfortável com o corpo molhado e ter que voltar para casa. Pelo caminho vou pensando em todas as pessoas que estão longe, por quem eu sinto carinho e que me acarinham também. Penso também nos seres queridos que tenho perdido ao longo da vida, que partiram cedo demais, um luto que nunca acaba...Quando tal acontece, fica sempre aquela sensaçã...

O primo Ricardo

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A morte repentina de alguém que brincava, dizendo que iria viver até aos 90, no mínimo, chocou toda a gente. O mistério da Vida! Como alguém vai saber: como, quando? Jaz agora num velório, e eu não fui. Por isso, ainda hoje, agora e de longe, quero prestar a minha sentida e singela homenagem a uma pessoa que, além de ser meu primo, estava sempre bem disposto e disponível para fazer alguns favores, se eu pontualmente precisasse da sua preciosa ajuda e a solicitasse, e nunca esperava nada em troca. Ele merecia tudo de bom. Mas, parece que chegou a sua hora, e acredito que foi em Paz, assim como parecia aqui viver, com a sensação de um trabalho bem feito, a nível familiar e profissional. Ele viverá sempre no coração de todos os que o conheceram, um homem tranquilo, muito “certinho”, com um sorriso e uma palavra sensata, pronto a ajudar quem precisasse de algo e o procurava. Especialmente a minha mãe - a tia - que estava habituada a recorrer ao Ricardo sempre que fosse necessário esclarece...

Swipeless

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Swipe less = deslizar menos (ou seja, parar de deslizar o dedo no telemóvel em aplicações com fotos apelativas para encontrar alguém para fins de amizade ou algo mais...), e melhor será encontrar pessoas reais com quem conviver, deixando de lado o virtual. Isto a propósito de um "clube" do qual tomei conhecimento recentemente, no Porto - o @swipeless.club - uma empresa que organiza jantares de grupos, juntando 6 desconhecidos, em restaurantes in da cidade para um convívio saudável, com jogos à mistura e boa disposição. Fico feliz de surgirem estes projetos inovadores num mundo onde está fácil perder a esperança de encontrar algo ou alguém de interesse real, e onde há mais quem queira separar do que unir. Acho este projeto tão interessante. Estivera eu no Porto e gostaria de participar algumas vezes, conhecendo gente nova (em idade e espírito) mesmo sabendo que provavelmente nestes encontros a maioria é de jovens, e eu iria sentir-me a mãe ou a avó de alguns (mesmo sem parec...