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Comunicação - muito importante

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Aqui venho eu ao muro das minhas lamentações. Para o meu Universo. Na faculdade da Vida sempre aprendendo. E aprender custa caro, muitas vezes. Haja saúde – o nosso maior Bem - e tudo se compõe. Mais uma vez, aprendo que a falta de (boa) comunicação destrói rápida e facilmente qualquer tipo de relacionamento, na família, no amor, na amizade. Até as grandes guerras acontecem, desde que o mundo é mundo, por causa da falta de entendimento entre os povos. A pessoa de quem eu falava, depois de receber o meu email a recusar o “convite” recuperado, (finalmente) respondeu “por favor vem, como duvidaste de mim, troquei de telemóvel, perdi as mensagens, não vi as tuas, nem os telefonemas, estive doente, meu filho também com problemas, vem que eu te espero amanhã aqui, gosto muito de ti, quero ser tua amiga”… OMG (again)! (eu até adivinhei tudo isso – pessoa ocupada, com problemas vários). Só que agora até perdi a vontade, mas continuaremos amigas, por que não? Tudo porque não houve a mínima comu...

Mundo descompensado

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E Viva o Mundo Animal! Eu, calimera, continuo no tema, sobre o que não interessa falar. Só para desanuviar. Soltar as feras :-) OMG = OMD em Português, ou seja: “Oh meu Deus”! Ser descompensado (*): um adjetivo que o povo brasileiro usa. E é o que há mais por aí: pessoas descompensadas a torto e a direito, e nós temos que levar com elas, tentando ser diplomata ao mesmo tempo. Ou fingir de sonso/a, para preservar a nossa saúde mental. Adoro as expressões do país nosso irmão, o Brasil, onde eu ainda quero voltar para passar um tempinho de férias, porque tudo lá me chama: amigas queridas para visitar, a boa energia, boa música, em suma: boas vibes . Também há lá as coisas más, mas as boas compensam muito. Triste aqui, nomeadamente ao meu redor, mas é a realidade nua e crua. Eu ando só apreciando as pessoas, e tiro as minhas próprias conclusões. A descompensada de quem falei no meu texto anterior resolveu dizer hoje (2 dias antes da minha viagem) “see you tomorrow”, simplesmente assim, a...

A Vida é um palco

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Às vezes me pergunto, qual será o meu papel no teatro da vida? Honestamente, sinto-me mais a viver num circo, mas adiante… Gosto de contar historinhas, eis mais uma das minhas: Há alguns anos conheço uma senhora iraniana, mas a viver na Suécia há quase 40 anos. Atualmente com 70 anos, empresária, simpática, divertida. Travámos conhecimento numa tarde de domingo num bar interessante com música na Praia Grande, Ferragudo. Morava num bom apartamento ali perto, que vendeu recentemente. Tivemos alguns momentos divertidos, com outra amiga minha, e sempre que vinha a Portugal passar uns dias ligava-me porque gostava de me encontrar. Já me tinha dito uma vez “um dia tens que me visitar em Gotemburgo, lá na Suécia”. Eu pensava, por que não, um dia talvez. Há 3 meses pediu para passar 4 dias na minha casa, não gostava de ficar sozinha em hotel. Sem problema, estou sempre pronta para receber pessoas agradáveis ou desenvolver amizades. E desta vez voltou a convidar, e eu aceitei. Ela foi embora, c...

Em standby

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Sinto-me cansada, de tanta coisa, de um mundo fútil à minha volta e pessoas sem cérebro. Depois de uma certa idade, a gente entende que nos relacionamentos é necessário muito mais do que amor ou amizade, dependendo do caso. É preciso empatia, cuidado, companheirismo, confiança, verdade, vontade, harmonia, um bom diálogo, paciência… É por isso que muitos casais se separam, ou amizades acabam, não dá certo, mais cedo ou mais tarde. Só amor ou só amizade é pouco…falta tudo o resto, ou pelo menos uma boa parte do resto! Feliz de quem consegue ter alguém do seu lado com quem há prazer em dialogar. Uma boa comunicação será o começo de um bom relacionamento, uma bela amizade, ou de um amor, verdadeiros. Falando a voz da experiência. Viver com rotinas, ou todos os dias sempre o mesmo, uma vida robotizada, deixa-me realmente deprimida, cansada. Constato que isso acontece com a maioria, gente que vive na superficialidade, “encosta-se” só para ter sexo às vezes, provavelmente, ou para não sentir-...

O 25 de abril

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Penso que ainda não tinha escrito nada aqui sobre esta importante data. Este ano faz 50 anos desde a revolução dos cravos! Chamam-lhe erradamente a revolução sem sangue, pois houve quem morresse nessa transição, obviamente. Eu tinha 17 anos quando me tornei “retornada” (com irmãos "refugiados" pois nasceram em Angola) depois de ter vivido na colónia dos 4 aos 17 anos. Ainda me lembro (com esta idade) como foi um choque chegar à minha terra natal, que nada tinha a ver com o paraíso tropical a que estava acostumada. Lembro também muito vagamente (como se fosse em outra vida), com uns 4 anos, eu a embarcar com a minha mãe num grande navio rumo ao desconhecido. Felizmente, uma infância e adolescência de super proteção não deixaram mazelas de maior. Deixam outras, mas não essas de aventura forçada, dos pais a irem em busca de uma vida melhor além-mar, que depois nem melhorou grande coisa. A mãe nunca gostou de lá viver, nunca curtiu nada, apenas trabalhava imenso (dia e noite) pa...

Love is All we need...

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Nas minhas curtas caminhadas costumo pensar demais, e chego a conclusões interessantes. Talvez eu ande enganada que este mundo está doente, sempre esteve! Antigamente havia coisas boas, que fazem falta a muita boa gente, hoje há outras igualmente boas, porém sendo diferentes. No passado, a vida foi muito dura para muitas famílias, na ditadura, hoje em tempos de liberdade não falta nada à maioria das pessoas, ainda que se queixem por tudo e por nada, isso também fruto dessa liberdade; o que dá pena é que a demência pode estar a aumentar, em qualquer idade, sem as pessoas se darem conta. E os outros que as rodeiam, os que ainda se sentem “normais” ou em perfeito juízo não sabem como atuar. Assusta um bocado, no meu ponto de vista. Seja o que Deus quiser, então! Apesar de o mundo estar mais aliciante em muitos aspetos, tenho reparado que há pessoas que pensam assim, como eu: “não sei se as pessoas se tornaram desinteressantes, ou se fui eu que me tornei desinteressada pelas mesmas histó...

Domingo de Páscoa

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Os chocolates, as amêndoas, o coelhinho lindo e fofo, tudo é delicioso, mas o real motivo da Páscoa é o renascimento de Cristo, simbolizando o eterno ciclo da vida: o fim que gera um recomeço, através dos filhos, da reencarnação (para quem acredita) ou simplesmente através de uma nova fase nas nossas vidas. Portanto, antes de mais nada, é uma mensagem de otimismo. Que este período complicado pelo qual passa o nosso planeta sirva para purgar os males que afligem a Humanidade e que surja uma nova era baseada na compreensão, no respeito e na honestidade. Só depende de nós mesmos, e todos somos UM. Ela anda pelo supermercado, toma um saboroso café, e vai registando no telemóvel todos os pensamentos, que mais tarde poderão ser um texto do blogue. Fica também a ver a azáfama de quem faz as últimas compras para o almoço. A seguir, caminha pelas ruas tranquilas da povoação na grande cidade. Foi visitar a família que, na realidade, se resume à mãe nos seus sofridos 84 anos e um irmão que a vi...