A Vida é um palco

Às vezes me pergunto, qual será o meu papel no teatro da vida? Honestamente, sinto-me mais a viver num circo, mas adiante… Gosto de contar historinhas, eis mais uma das minhas: Há alguns anos conheço uma senhora iraniana, mas a viver na Suécia há quase 40 anos. Atualmente com 70 anos, empresária, simpática, divertida. Travámos conhecimento numa tarde de domingo num bar interessante com música na Praia Grande, Ferragudo. Morava num bom apartamento ali perto, que vendeu recentemente. Tivemos alguns momentos divertidos, com outra amiga minha, e sempre que vinha a Portugal passar uns dias ligava-me porque gostava de me encontrar. Já me tinha dito uma vez “um dia tens que me visitar em Gotemburgo, lá na Suécia”. Eu pensava, por que não, um dia talvez. Há 3 meses pediu para passar 4 dias na minha casa, não gostava de ficar sozinha em hotel. Sem problema, estou sempre pronta para receber pessoas agradáveis ou desenvolver amizades. E desta vez voltou a convidar, e eu aceitei. Ela foi embora, comprei a viagem, tudo programado e eu feliz da vida, finalmente vou viajar um pouco, conhecer novas culturas fora daqui. Agora a aproximar-se a data, eu já tentei comunicar por Whatsapp e FB e a senhora não responde. Entretanto, reparo que vai postando várias coisas no FB etc. Isto é normal? Que personagem é esta? Não sei se ria, se chore. Serei tão ingénua, crente, “fora da caixa” (talvez) ou estarei no mundo errado... Considero isto o cúmulo da falta de educação, bom senso ou seja lá o que for ou em que cultura for. Então, a pessoa convida para a sua casa e deixa de estar conectada, nem quer saber mais do assunto? Ou pensa que vou ligar atrás dela, ou aparecer de mala na mão à porta da sua casa no dia informado…? Estou estupefacta. Prefiro perder dinheiro – viagem cancelada! – do que encontrar pessoas deste género, obviamente. Qual será a próxima história?! Mais uma lição aprendida e que me sai cara, mas não faz mal. Dinheiro não é o principal na vida, para mim. Em primeiro lugar, a minha saúde mental num mundo de atrasados mentais. Faz parte da minha evolução: ir fechando ciclos com pessoas e ambientes que não se alinham com o meu propósito. Chama-se amor-próprio quando colocamos limites a alguém, na amizade ou no amor, porque certas atitudes deixam a desejar; quando te afastas de alguns lugares ou pessoas que não te ajudam a evoluir; quando te priorizas, cuidas da tua paz e investes no teu desenvolvimento físico, emocional e espiritual… Quando entendes que fazer pausas, ficar só, é importante para o teu bem-estar; porque amor-próprio não é apenas gostar da própria aparência, mas sim ter atitudes que preservem a tua paz ou que trabalhem em favor do teu crescimento… Tenho que aprender, de uma vez por todas: não posso permitir que a ilusão do que eu quero ver nas pessoas ofusque a realidade do que elas realmente são. Neste palco somos nós os escritores da história da nossa vida. O papel a representar é o que decidirmos ser. Eu decido que o meu papel será sempre o de vencedor. Detesto ser vítima. Porém, ninguém vive sempre sozinho, longe dos demais, e pelo caminho vai-se tropeçando em gente que não merece a nossa perda de tempo. Gente que não sabe o que diz nem o que faz, dá pena. Ainda há dias, alguém me dizia “obrigada pela tua amizade”, uma pessoa que diz sentir-se bem em minha casa, ou comigo, fica tranquila, longe da azáfama dos seus problemas. Isso me faz feliz, saber que ajudo alguém a sentir-se bem. Ando a descobrir que esse será eventualmente o meu papel, ou o meu propósito de vida: fazer por me sentir bem, a nível físico e mental, e também poder espalhar algo bom à minha volta. Nem que seja por uma pessoa, já terá valido a pena! Carpe diem!
"Nunca desistas das pessoas que gostam de ti. Nunca desistas de ser feliz. PORQUE A VIDA É UM ESPETÁCULO INCRÍVEL!" (Papa Francisco)

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