Se o trabalho dá saúde, que trabalhem os doentes!
Uma vida inteira a trabalhar, para quê afinal? Se o objetivo é ter um salário ao fim do mês para essencialmente pagar contas, impostos, e tudo o mais que nos entra pelos olhos adentro a todo o momento, resultado de um marketing agressivo, e dos milhares de influencers (ou gente influenciadora) pelo mundo fora que até convencem milhões de idioters… então, não vale a pena trabalhar. Conheço quem nunca quis trabalhar por conta de outrem, e vai-se vivendo, sabe-se lá como muitas vezes, mas não são menos felizes do que os escravos do sistema implantado. Foi uma escolha e adaptaram-se, habituaram-se a não precisar de nada. Afinal, quantas vezes é assim: por causa do trabalho ganham-se doenças, com o stress, a postura errada, a rotina de cumprir um horário diário e não sobrar tempo para dar atenção à família, etc. E a seguir, lá vamos gastar o dinheiro em médicos, tratamentos, terapias, suplementos para tudo e mais alguma coisa, sem falar nos antidepressivos ou afins...
“Influencer feita por inteligência artificial fatura 11.000 dólares por mês com publicidade” (acabei de ler)… Oh mundo incrível este, e eu ainda aqui sentada diante de um computador à espera de me reformar, finalmente está quase… Até provoca uma certa frustração viver neste novo mundo tão admirável, apesar de tudo, se conseguirmos encontrar o lado bom de cada situação. Ai se eu fosse jovem outra vez, teria tantas mais oportunidades de escolher o que poderia fazer-me feliz. Mas há um tempo para cada coisa, para cada idade, e o meu tempo já passou – “game over”. Agora bora lá, viver tranquilamente e de preferência rodeada de pessoas que me fazem bem, ou agregam algum valor. Uma vida sem sentido e de vitimização é que não! Quão triste é para algumas (tantas) pessoas chegarem ao fim da linha, olharem para trás e lamentarem o tanto que não fizeram porque não se atreveram.
Eu até sigo nas redes sociais algumas pessoas que admiro, pela beleza juntamente com a inteligência, de preferência - os tais influencers; gente que escolheu curtir a vida de verdade e vai nos mostrando o que há de melhor no mundo para se fazer; é vê-los ou vê-las a gozar férias nas Maldivas, em Zanzibar, em Fernando de Noronha, ou Itacaré, na Sardenha ou na Croácia, “wherever”… e eu, viajante de sofá, fico a babar “ai quem me dera, também quero!”… Ah mas ainda é preciso trabalhar, oh...Mas ainda tenho sonhos, hei-de ter tempo e money enough para ir de férias com tempo sobrando, e em boa companhia, e haja saúde. Está quase!
Cinco tipos de luxo na vida:
Tempo;
Saúde (corpo são e mente sã, em paz);
Manhãs de acordar lento;
Poder viajar;
Um lar com amor.
E parece que até já tenho - quase - isso tudo. Gratidão!
“Às vezes é preciso parar, descansar o corpo, para que a alma não adoeça.”

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