Energia que fala

Para mim, é muito importante sentir a boa energia entre todos os seres vivos, para que a Vida possa fluir melhor. Tanto no amor como na amizade, penso eu, é essencial sentir-se bem, ou algo vai correr mal e tende a acabar, mais cedo ou mais tarde. As pessoas não se completam. Elas se ensinam mutuamente, se auxiliam, se despertam, se acrescentam, se transbordam, por isso se complementam, mas não se completam! Na área do Amor, não é sobre completar-se, é sobre comprometer-se: um compromisso de bem-estar ou sentir-se bem na companhia de alguém, com tranquilidade. Se começar a haver energias antagónicas, será apenas o início do fim. Atualmente noto que há cada vez menos humildade e empatia. Anda tudo com o ego inflado e, à mínima desavença ou discordância, diz-se uns disparates e vai cada um(a) para seu lado. Se era amor, era frágil. Se era amizade, duvido. Quando se trata de amizade e amor verdadeiros nunca acabaria assim, de um modo estúpido. Há que saber falar, calmamente, esclarecer, perguntar, escutar ambas ou todas as partes envolvidas, chegar a um consenso, quiçá um pedido de desculpas será necessário… Tudo podia ser simples, mas não é; quanto mais se complicar e inventar, melhor. Está difícil acreditar, confiar em alguém, é necessário tempo para ir apreciando comportamentos. Por algum motivo, há cada vez mais famílias monoparentais, ou gente sozinha que já nem quer conhecer ninguém, para evitar desilusões, uma atrás da outra. Mesmo a propósito, ainda hoje uma amiga (no Brasil) me escrevia no Whatsapp que sentia que a energia do mundo está bem diferente, que muita coisa mudou após a pandemia. Será assim? E isso também é estranho, pois deveria ter acontecido exatamente o contrário: as pessoas verem que de repente pode ser o fim, mais vale a união e o amor do que andar a provocar stress por tudo e por nada, a desestabilizar, com raivas e outros sentimentos menos bons. Um mundo onde adolescentes (e não só) andam armados e, na troca de umas palavras ou um olhar suspeito, matam outro, sem dó nem piedade – aconteceu em pleno centro comercial, no meio de tanta gente. Notícias destas todos os dias, em todos os lugares do mundo. Violência doméstica nos lares, com crianças a testemunhar um mau viver; famílias em pé de guerra por causa de porcarias de heranças…etc. Se não há paz no seio familiar, como poderá haver no mundo? Fico admirada, e parabenizo pela coragem, de jovens que ainda querem ter filhos num mundo assim. Só no meu pequeno círculo de conhecimentos ou familiares, sei de umas cinco que foram mães recentemente e uma que está para ter bebé. E a vida continua, com ou sem parvoíce. Será o parvo do parvovírus? Nunca tinha ouvido falar desse nome. Então existe mesmo esse vírus. Será que a parvoíce vai ser considerada uma doença, e quem for parvo (ou estúpido) passa a ficar confinado? E poderá pagar mais impostos por isso? Acho uma boa ideia, talvez se reduzisse a quantidade de estupidez ou gente parva que anda por aí. Faz muita falta a boa comunicação e nas escolas devia estar incluída no ensino obrigatório a “comunicação assertiva”, por exemplo. Sem essa, o mundo vira caos. Vamos perdendo a paciência. Apenas deixar ir quem tiver que ir. E que cada um seja feliz à sua maneira. Por outro lado, é incrível apreciar o amor que agora se dedica aos bichinhos, o sentimento que tanta falta faz ao ser humano: ele é cães, gatos, coelhos, lontras, doninhas, guaxinim, panteras… até há quem tenha cobra amestrada, sei lá. Mundo doido, tudo exagerado. Pessoas à toa, sem afetos, e bichos tratados como seres amados. Nada contra, mas ainda prefiro amar os humanos, em primeiro lugar, apesar de estar difícil... No meu caso, tenho grilos a quererem ser adotados por mim, mas recuso-me. LOL Muitos de nós a ter de fazer uma cirurgia de redução de expectativa, incluindo eu. Principalmente em relação a pessoas de quem esperamos algo melhor!...E mesmo já não esperando nada, a deceção continua sempre… Vamos deixando de ter expectativas com o ser humano, e transferimos os nossos afetos para os bichinhos, quem os tem; estes ficam felizes com pouco, e não reclamam. Orgulho-me de ter construído verdadeiras amizades ao longo dos anos, que posso contar pelos dedos de uma mão. Poucas mas boas, é o que interessa. Gente que me faz sentir menos sozinha no mundo, com quem posso contar e que, mesmo que haja algum desentendimento, por qualquer motivo - às vezes só ninharias - há a possibilidade de conversar, acertar os pontos de vista, para tudo poder ficar bem novamente. Aos poucos tento melhorar, quanto a deixar de ter expectativas, é que isto pode ter como efeitos secundários deixar de sonhar e deixar de acreditar nas pessoas. Muitas vezes já acreditei, que poderá haver exceções. Até prova em contrário. E... onde não há expectativa não há desilusão. Todo Guerreiro de Luz... aqui neste plano... é...Humano... " Todo guerreiro da luz já ficou com medo de entrar em combate. Todo guerreiro da luz já traiu e mentiu no passado. Todo guerreiro da luz já perdeu a fé no futuro. Todo guerreiro da luz já trilhou um caminho que não era o dele. Todo guerreiro da luz já sofreu por coisas sem importância. Todo guerreiro da luz já achou que não era guerreiro da luz. Todo guerreiro da luz já falhou nas suas obrigações espirituais. Todo guerreiro da luz já disse sim quando queria dizer não. Todo guerreiro da luz já feriu alguém que amava. Por isso é um guerreiro da luz; porque passou por tudo isso, e não perdeu a esperança de ser melhor do que era." Paulo Coelho

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