Decidida mente
"Ser feliz é uma responsabilidade muito grande. Pouca gente tem coragem." (Clarice Lispector)
Quando aprendemos a cuidar de nós aprende-se que não é qualquer pessoa que pode entrar na nossa vida. Nem toda a gente merece a nossa atenção, a nossa energia, o nosso afeto. Nem todos merecem conhecer a nossa nova versão, aquela que levou tempo a construir, depois de várias deceções, algumas feridas, e aprendizagens. Só fica quem vale a pena.
Tenho saudade de algo ou alguém?
Sei lá!
Talvez Não, talvez Sim…
Se é Não, é porque - felizmente - tenho tudo o que preciso; se é Sim, deve ser de algo (ou alguém) que ainda espero, e que nunca tive…
Qual o grande problema do mundo? É justamente haver pessoas, cada uma mais estranha do que a outra, e nem todas estão à altura do nosso propósito de Vida.
E eu cansada delas…
Acho que estou a ficar esquisita. Ou terei sido sempre.
Tenho aprendido a entender que antes só do que rodeada de vazio no meio da multidão. Perdi a paciência com gente de nariz em pé, ou que se acha a última bolacha do pacote. Farta de hipocrisia e gente de mente oca, ou que só vê o que lhe interessa. E acima de tudo, já não tenho pachorra para quem não merece a minha paciência.
A minha natureza já não tolera muita coisa.
Sei quem é próximo, quem vale a pena e tem sinceridade no olhar.
A minha alma anda um pouco cansada.
Chamem lá o que quiserem: mau feitio, diferente, estranha, misteriosa…
Também não é egoísmo.
É só desejo de proteger-me e sentir-me em paz da maneira que acho certo.
Antes virar as costas e ir embora do que ficar onde não me sinto bem.
Prefiro estar comigo.
E decidi: só vou me importar com quem se importa comigo; ligar para quem me liga; lembrar de quem se lembra de mim. E...espero contar com quem conta comigo!


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