Metamorfose ambulante

Como cantava o Raul Seixas “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo Sobre o que é o amor Sobre que eu nem sei quem sou (…)” Mas também, felizmente, me orgulho de ser uma pessoa coerente, não do tipo “ama hoje” e “odeia amanhã”; em mim há um misto de tudo, de sensações e opiniões, desde que não me choquem, nem quero chocar ninguém. Parece que… ando numa de borboletear…Em casa estou a decorar paredes e móveis com borboletas multicoloridas, acho este inseto lindo, e tão raramente é visto, pelo menos na cidade… Onde fui buscar essa ideia, sei lá! Foi assim de repente. Então, fui pesquisar e leio que, por carregar diversas cores, as borboletas coloridas remetem à alegria e à felicidade, segundo a crença popular. A borboleta é considerada o símbolo da transformação, da mudança e da renovação. Representa também a beleza, a alma, a felicidade, inconstância, a efemeridade da natureza, proteção, e boas energias. Então agora entendo que tudo isso vai ao encontro da minh’Alma, do meu Sentir. Por exemplo, no Feng Shui (para quem acredita e pratica), a borboleta reflete a liberdade, a leveza e a própria procura pela felicidade. Neste caso, é possível associá-la até mesmo à cura e ao amor… Assim sou EU, nesta busca incessante pelo meu bem-estar a todos os níveis, a minha Alma a querer progredir a cada instante, com novas oportunidades de viver a vida, com mais conhecimentos e experiências… Talvez esta nova decoração do meu lar tenha tudo a ver: uma transformação e metamorfose da minha vida e personalidade estão em curso. E dá-me para pensar: aos 7 anos de idade despertamos para a Vida; aos 14 já queremos ser gente, se nos deixarem; aos 21 há quem se case pela primeira vez; aos 28 há quem queira divorciar-se porque a primeira não foi uma escolha feliz; entre os 35-42 dá-se nova oportunidade ao Amor e há novo casamento; aos 49, sei lá, preparação para um novo divórcio, infelizmente; aos 56 muda-se de cidade, aceita-se bem a solitude, uma solidão poética; aos 63, ainda o sonho de reiniciar uma vida “perfeita”, se possível; aos 70… sabe-se lá… seja o que Deus quiser! Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, será?...(as fases de 7 em 7 anos) E...sou velha demais para ser jovem, e jovem demais para ser velha. Chega este momento da vida em que precisamos apenas de pessoas que estão dispostas a olhar para dentro da nossa Alma, e nos cativar pela sua simplicidade. Simples assim! E termino cantando a saudosa Rita Lee: “Me cansei de lero-lero, dá licença mas eu vou sair do sério, quero mais saúde, me cansei de escutar opiniões, de como ter um mundo melhor, mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha, eu sei que agora, eu vou é cuidar mais de mim! (…) Não vou chorar, se por acaso eu morrer do coração, é sinal que amei demais, mas enquanto estou viva, cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz!”

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