Respeito
Estará o mundo a caminhar para melhor agora que há tantos coaches (influencers) a ensinar tudo o que nunca aprendemos antes? Por exemplo, a saber gerir as emoções, ou potencializar o nosso verdadeiro EU… ou será que, com tantos EUs potencializados, vai haver cada vez mais gente megalómana, egocêntrica…? Se assim for, com cada um a interpretar tudo à sua maneira, e achando-se melhor que os demais, a mediocridade vai continuar a imperar.
Por mim falo, gosto e necessito de ouvir as “lives” destes novos ‘profissionais’ da comunicação, ou ler tudo a respeito, pois sou uma “tragédia ambulante” em termos de inteligência emocional ou seja, a lidar com as emoções, particularmente em relação a gente destrambelhada que sabe tão bem manipular, como quem não quer nada. E quer tudo.
Habituo-me a ficar bem sozinha, na paz, porque a paciência se esgota ao fim de algum (pouco) tempo. Serei eu realmente algum ser especial, ou anormal, na medida em que a “normalidade” já não combina comigo, dá-me asco, quando até sou perita em “descobrir carecas” e as pessoas ficam na bosta, porque alguém as denuncia na sua falsidade ou hipocrisia.
Aprendo que não somos más pessoas se:
- pensarmos primeiro em nós mesmos(as)
- cortarmos relações familiares, para nos protegermos (infelizmente)
- ainda não tivermos conseguido perdoar alguém que nos magoou de alguma forma
- rejeitarmos algo que não queremos como, por exemplo, uma podre pseudo amizade…
- colocarmos limites nas nossas relações, mesmo que isso possa parecer arrogância
- não conseguirmos agradar a tudo e a todos
- não nos apetecer responder a mensagens, ou se nos apetece estar sozinhos(as)
- nos afastarmos de pessoas que já não apreciamos, sem lhes dar alguma explicação
- etc..
Respeito é bom e eu gosto. Respeitar e ser respeitado é a base de qualquer relação com outra pessoa, seja em que circunstância for.
Às vezes também é um sinal de respeito não discutir diferenças com os outros. O silêncio e o afastamento falam por si. O afastamento pode ser o melhor desfecho para uma relação sem solução, seja ela familiar, amorosa ou outra. Aceitar a saída do outro também é um ato de respeito.
Mas há quem se ache a “ultima bolacha do pacote”, não entende nada de nada, e faz a vida negra aos outros, lá está, a megalomania, doentes mentais! Gente que não se respeita a si mesma nunca será capaz de respeitar os outros, e não consegue manter relações de qualidade porque não mede as consequências dos seus atos. O fingimento e a manipulação não combinam com o respeito.
Também, por exemplo, o respeito parental conquista-se com bons exemplos pessoais. Um pai ou uma mãe que é coerente, que define regras e assume erros, consegue exercer a sua autoridade perante os filhos e ser respeitado/a.
Ninguém está livre de enganar-se em relação às pessoas, podemos pensar que uma certa relação irá decorrer num sentido e, afinal vai para outro, e a melhor forma de respeito (por nós e pelo outro) é assumir que nos enganamos, que erramos e que, a qualquer momento, podemos sempre mudar o seu rumo, seja qual for o tipo de relação.
O facto de as pessoas não estarem em sintonia compromete e muito o respeito de parte a parte. Torna-se muito difícil respeitar alguém com quem não se consegue conversar e estabelecer uma relação harmoniosa.
“Não tenhas medo das minhas palavras sinceras, mas sim do meu silêncio!”

Comentários
Enviar um comentário