Outubro

Último dia de outubro, mudou a hora de novo, vontade de dormir muito, e a noite das bruxas é hoje; será que vou passar por algum monstro, cruzar com algum zombie, ou fantasma do outro mundo? Já estamos a perder o medo de tudo, além dos mascarados que também não amedrontam ninguém. Aliás, máscaras há muitas e de todos os tipos, e tornou-se banal.
Outubro foi o mês que também assinalou o Dia Mundial da Saúde Mental. É preocupante ver o estado em que estão as pessoas, e daí ver o estado em que está o mundo, uma catástrofe. Às vezes, infelizmente, não consigo distinguir entre estupidez natural e alguma maldade ou doença mental. E isso também me preocupa. É que, se a estupidez fosse um desporto, a maioria das pessoas que tenho conhecido seriam atletas olímpicos! Ando numa de decifrar pessoas, e constato que não é nada fácil. Está tudo “fake”, tão superficial, sem graça, que já nem dá gosto conhecer alguém de novo. Reparo às vezes como no virtual há gente a querer mostrar uma vida e uma disposição que não têm, quem as conhece sabe disso. As pessoas amigadas no “fakebook” até passam por mim na rua e não me conhecem, ou não me veem. Também não vou atrás. Outras, até já frequentei a casa delas em alguma ocasião, quase chocam comigo e nem me reconhecem LOL Este é o nosso novo mundo! Tenho aprendido bem a lição, e deixei de ter qualquer expectativa em relação a alguém. Mais tranquilizante assim. Então, cada vez mais estou tão bem comigo mesma, sei quem sou, com quem conto, nunca me canso de mim mesma LOL “A solidão é perigosa e viciante, quando te dás conta da paz que existe nela, não queres mais lidar com pessoas” – se esta é uma frase de Carl Jung ou não, desconheço, mas é tão verdadeira. Apesar de estar um pouco sedentária, durante anos, mas feliz desde que me sinta bem no lugar que escolhi, ou foi escolhido pelo meu Universo, sou uma apaixonada pela Vida, e se não a vivo ao máximo é porque me contento com o que tenho, e tudo o que vier (por bem) sempre será bem-vindo. Tenho andado a libertar-me de tudo o que não me acrescenta nada; para construir momentos memoráveis desejo conhecer pessoas que contagiem com sorrisos ou gargalhadas, a cura para todo e qualquer mal. Sou uma conquistadora da minha própria sorte, da minha própria liberdade, um livro aberto e sincero por um lado, mas por outro, um diário com um cadeado sem chave onde se pode confiar. Sentir compaixão, gratidão, perdão, cultivar um olhar otimista e de esperança é ser feliz já, agora. Quando realmente amamos o que somos e a vida que vivemos, SER FELIZ é apenas uma consequência. Desde que não prejudiquemos ninguém, temos o direito de fazer tudo o que nos faz feliz. Tão simples assim, ser feliz comigo mesma… com quem EU SOU. Para isso, só preciso de continuar a olhar-me mais, conhecer-me melhor, amar e respeitar mais quem me amar e respeitar e… viver mais!!! E então, Viva meu Novembro que está a chegar! VIVA EU!

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