Maternidades
7/10/2023 às 16:49
51cm
4.025kg
"Alô Pessoal!
Cheguei ao Mundo, sou o Francisco, sobrinho-neto da Lina."
Sim, passei a ser uma tia-avó. No início da gestação, quando soube da notícia, foi um "susto" e ri-me desse nome, mas com o tempo acostumei-me à ideia.
É uma felicidade sentir a família a crescer, de repente, depois de tanto tempo sem maternidades. Porém, a mim, que não tive a “sorte” de ser mãe, vem logo um pensamento “ter filhos é o maior ato de coragem neste mundo!”
Junto com tanto amor deve nascer também o medo de tanta coisa: de perder, de não estar presente quando for necessário, de poderem engasgar, de não respirarem, de não falarem… medo de não saber, de não poder controlar, medo do futuro… com um novo Ser que terá vontades próprias, que nem sempre coincidirão com as dos pais, mas que estes têm que aprender a respeitar.
Deve dar o tal friozinho (ou friozão) na barriga, pois é muito natural que uma mãe (ou pai) queira sempre o melhor para as suas crias… mas num mundo assim…?
O coração de uma mãe estreante passa a bater fora do corpo e, se tiver possibilidades para tal, vai procurar fazer muita terapia (coisas do mundo moderno, pois antes não havia nada disso), para se habituar a uma nova realidade.
Neste mundo tão estranho e cada vez mais perigoso, a nível real e virtual, com guerras absurdas aqui e ali, muitas vezes até no próprio ambiente familiar, essa mãe (ou pai) pode aprender a coexistir com esse medo terrível e entenda que é um sinal de amor, que é natural. Porém, que ele não os paralise. Há que aprender a conviver com ele de forma saudável, e não deixem de viver por causa dele. E o principal: que esse medo não se transmita e prive os seus filhos de viverem, eles que um dia vão querer abrir asas e voar, sujeitos a tudo de bom, de loucura ou maldade que por aí se encontra…
Desejo muito que este Ser pequenino, inocente, tenha uma vida bonita, sem percalços e com muito AMOR ao seu redor. Bem-vindo Francisco!

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